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O papel do ESG em nossas vidas

Empresas de todos os segmentos estão cada vez mais preocupadas com uma nova sigla de sucesso do mundo corporativo, a ESG, correspondente ao inglês para Environmental, Social and Governance, ou ambiental, social e governança em português.

A sigla não é nova em si, mas carrega um peso inédito para o mercado como um todo, dado que os problemas que a corrupção, a mudança climática, a desigualdade social e muitos outros estão causando no mundo e podem ser vinculados diretamente a falta de ação das empresas frente a eles.

Neste sentido, o ESG é um conjunto de boas práticas a serem seguidas para mensurar o quanto uma empresa está comprometida com o desenvolvimento da sociedade. O termo ESG surgiu em 2004 em uma publicação da ONG Pacto Global junto do Banco Mundial e, desde, então é usado como substituto da nomenclatura de sustentabilidade empresarial como sendo mais claro e completo sobre o significado das ações de responsabilidade de uma empresa.

Mas se o termo significa a mesma coisa, o que mudou? A percepção do mercado sobre os problemas e sobre o significado de resultado.

Investidores não aceitam mais investir em negócios que prejudicam o planeta ou então sociedades, eles recebem pressões públicas da mídia e de consumidores sobre suas práticas e este peso é insustentável para uma marca e posso dar alguns exemplos sobre isso:

  • Boicote a produtos culturais – nos últimos anos a Disney enfrentou uma série de problemas vinculados a questões de preconceito, direitos humanos, apropriação cultural e práticas abusivas em relações trabalhistas em seus filmes e jogos de videogame. Isso pode ser visto em Mulan e no futuro jogo de videogame Star Wars Eclipse.

  • Desmatamento sem vez – em mais uma briga comercial, os países desenvolvidos perdem a paciência com países que desmatam florestas para ampliar sua capacidade produtiva (e consequentemente abaixar preços), sinalizando ao Brasil que o seu comércio internacional será dificultado.

  • Corrupção custa caro – A corrupção é uma operação de soma negativa, ou seja, todos pagam mais caro para acessar um bem ou serviço e isso se resume em menor disponibilidade financeira para o governo, maiores impostos, maiores preços dos produtos em uma empresa, menores salários etc. Países que se esforçam na luta contra a corrupção fazem parte de rodas de comercio mais atrativas e empresas que se empenham em ações de governança geram maiores retorno em suas ações.

Os exemplos são claros, e a lista abaixo complementa, mas não limita, o que está em cada uma das letras ESG:

Environmental / Ambiental

  • Política de uso racional de energia, ar, solo e água

  • Políticas de descarte e resíduos

  • Logística reversa

  • Compromissos na cadeia produtiva

  • Recuperação ambiental

Social / Social

  • Qualidade de vida dos funcionários

  • Relacionamento e suporte de comunidades e stakeholders

  • Políticas afirmativas e de diversidade

  • Prevenção ao assédio e ao abuso

  • Proteção à infância

Governance / Governança

  • Transparência

  • Políticas anticorrupção para a cadeia produtiva

  • Independência do conselho

  • Gestão de riscos

Se atentar para o ESG vai além do interesse corporativo, organizações sociais de todos os tipos podem descobrir oportunidades de financiamento ocultas dentro das políticas e posicionamentos das corporações. Sua missão neste caso é entender e traduzir o seu projeto para corresponder ao interesse do financiador e projetos que são nativamente aderentes contribuem com a empresa em sua missão, é uma operação ganha-ganha.

Para montar este material utilizei de algumas referências que são disponibilizadas no site da Totvs, do Pacto Global e da Exame.

Feliz ano novo!

Artigo originalmente publicado por Mauricio Guimarães em 03/01/2022.

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